quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Clóvis Moura: a sua militância e intelectualidade
Clóvis Moura: a sua militância e intelectualidade
Debate Cedem/Unesp
Rebeliões da Senzala (Edições Zumbi – 1959, São Paulo) de Clóvis Moura (1925-2003), livro que completa cinquenta anos de publicação, será o centro do debate no próximo dia 19 de novembro, quinta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
Enquanto a maioria dos estudiosos pertencente à geração do autor procurava em suas pesquisas desvendar o lado etnográfico e folclórico do negro, Clóvis Moura dirigiu a sua pesquisa para o campo histórico, pois, para ele, era o que poderia explicar a questão do negro no Brasil. Caio Prado Junior (1907-1990) em carta endereçada ao autor se referiu ao livro como “um ponto de partida, que nos faltava, para a sistematização e compreensão geral de um assunto de considerável importância para nossa historiografia”.
A obra analisa as formas mais destacadas de resistência dos escravos, como: os quilombos, as insurreições e as guerrilhas que se estenderam até a abolição da escravatura. Além disso, apesar de ser a documentação esparsa e pouco acessível, em quase todas as regiões brasileiras, mostra como essas lutas foram muito mais profundas e duradouras do que pretendem alguns pesquisadores que veem no escravo negro um elemento dócil.
Uma vez que no dia 20 de novembro celebramos na cidade de São Paulo o feriado do Dia Nacional da Consciência Negra, dedicado à reflexão da inserção do negro na sociedade brasileira, faz-se importante nos unirmos para uma breve discussão sobre a questão étnico-racial e seus desdobramentos na conjuntura do país em que vivemos. Esta data em que se rememora o assassinato de Zumbi dos Palmares tem o sentido de evocação de um passado de luta e resistência diante da aparente impotência gerada pela escravidão na colônia portuguesa e esta efeméride contrapõe-se à comemoração da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, data que por muito tempo representou a redenção dos escravos.
Debatedores
Soraya Moura
Historiadora - USP
Pesquisadora e Coordenadora de Projetos do Memorial do Imigrante
Filha de Clóvis Moura
João Baptista Borges Pereira
Doutor em Antropologia - USP, Professor da USP e do Mackenzie
Presidente da Comissão Permanente de Políticas Públicas para a População Negra da USP
Mediadora
Célia Reis Camargo
Doutora em História Social - UNESP
Professora do Depto de História - UNESP/Assis
Coordenadora do CEDEM
PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Local: CEDEM/UNESP – Praça da Sé, 108 – 1º andar (metrô Sé)
Quando: 19/11/09 às 18h30 – 5ª feira – (11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Igreja Luterana da Suécia autoriza casamentos homossexuais
da Efe, em Copenhague
A Igreja Luterana da Suécia, que conta com 73% da população do país como adeptos, aprovou nesta quinta-feira a autorização da realização de casamentos entre homossexuais em seus templos a partir do dia 1º de novembro.
Os membros da assembleia eclesiástica, organismo superior da Igreja Luterana sueca, aprovaram nesta quinta-feira por maioria absoluta uma proposta da direção para permitir este tipo de cerimônia, uma decisão esperada após meses de discussões.
A proposta contou com o apoio de 176 do total dos 249 votos, mais de 70% da assembleia.
A decisão das autoridades eclesiásticas suecas acontece seis meses depois que o Parlamento aprovou a chamada lei do casamento neutro, que permite que homossexuais formalizem suas relações em uma cerimônia civil.
Os casais gays só devem cumprir com um requisito para poderem se casar no civil, o mesmo que para heterossexuais. Eles devem apresentar um certificado oficial que prove que nenhum dos dois é menor de idade ou já está casado, e que não são parentes de primeiro grau.
INFORMOU, em 22/10/2009 - 11h30:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u641659.shtml
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A Grande Família
A Grande Família
Meu antigo terapeuta e eu estamos organizando a formação de um grupo para ler e discutir textos relativos à homossexualidade. A proposta é algo que possa ser partilhado por gays e não-gays – e não a de fazermos mais uma espécie de dinâmica de grupo. Como de praxe, assumi a “secretaria” da atividade, propondo-me a articular as pessoas e prospectar os textos.
Pensando que seria muito complicado começar os trabalhos com livros, pois demandam tempo de leitura e isso poderia ser um desestimulador inicial, optei por artigos: textos mais concisos e fáceis de serem distribuídos. Assim, minha busca começou pelo Google Acadêmico, que disponibiliza gratuitamente textos publicados em periódicos brasileiros e estrangeiros. Para a palavra-chave “homossexualidade” a pesquisa encontrou uma quantidade astronômica de referências. Entre tantas, e em sintonia com nossa charmosa editora, chamou minha atenção as muitas indicações para os temas “família homossexual” e “direito de família homossexual”.
Já li algumas coisas e constatei que, por conta do impasse legislativo, o direito homossexual está sendo gestado nos tribunais, através de jurisprudência. Os juízes, respaldados pelo poder de decidir diante da realidade, têm construído um arcabouço legal que, aos poucos, está fazendo o serviço dos nobres legisladores, a ponto de um jurista ter afirmado que os atuais projetos em discussão pelos políticos já estão obsoletos. Exemplos são os casos de homens e mulheres gays que estabelecem uniões estáveis, sem que isso esteja na lei, e que adotam crianças, formando verdadeiras famílias.
Famílias que fogem do padrão tradicional – se é que ainda existam ”famílias tradicionais”. Aliás, nesse sentido, a comunidade homossexual tem participado ativamente da grande transformação social em curso no mundo, pela qual as noções de "família" certamente serão revistas.
Eu, contudo, não tenho amigos gays interessados em adotar crianças. Mas tenho amigos gays que são pais muito dedicados a seus filhos – morando ou não com eles. E sou testemunha de relações muito positivas entre esses jovens e seus pais diferenciados.
Vejo, entretanto, um ponto no qual o tema "família homossexual" ainda esbarra: os gays são entendidos, pelas pessoas mais reacionárias e preconceituosas, como más influências; portanto, incapazes de serem bons pais e boas influências. Daí o perigo que essas pessoas enxergam na adoção e na paternidade gays: fantasiam que essas crianças serão gays desajustados.
Até aqui, nenhuma novidade, apenas mais do mesmo: o puro e infeliz preconceito.
O que me espanta é que também os pais gays tenham essa preocupação sexual, mesmo que não assumida, mas perfeitamente perceptível no alívio da descoberta do filho, por exemplo, com uma revista Playboy nas mãos ou da filha com enormes pôsteres de rapazes na porta do quarto. “Ufa: ele não é”. Percebo isso também na mídia: a preocupação com a sexualidade dos filhos está em filmes, que assisti e recomendo, como A Gaiola das Loucas (1978) ou Essa Estranha Atração (1988), além de muitos outros. Uma preocupação que certamente discutiremos em nosso grupo de estudos.
...
Pais e professores gays não precisam, e não devem, se preocupar com a possível influência da própria sexualidade sobre seus filhos ou seus alunos. Podem, sim, colaborar positivamente para transmitir noções saudáveis desta forma de sexualidade, para que mitos e tabus sejam apagados.
Só para lembrar: 90% dos adultos são heterossexuais e isso nem estimula nem desestimula um jovem gay a ser o que ele é: gay.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Patrick Swayze
A trilha sonora de Dirty Dance é magnífica e eu a escuto até hoje: já foi utilizada em vários comerciais diferentes e é constituída de clássicos anteriores ao filme. Fazem parte desta maravilhosa trilha sonora duas músicas que, ao que me parece, são contemporâneas ao filme, que é uma produção de 1987. A primeira, cantada por uma dupla (Bill Medley e Jennifer Warnes), é a cara da história: (I've Had) The Time Of My Life. A segunda, criada e cantada pelo próprio Patrick Swayze, fez a função de tema romântico: She's Like The Wind.
"Dirty Dancing" é o típico filme sessão da tarde. Recentemente comprei uma versão especial que inclui uns extras interessantes. O detalhe é que o DVD é frente e verso, como os antigos LP. Todavia, na minha história pessoal este filme é de suma importância. Foi a terceira vez que eu entrei num cinema e a primeira vez que eu entrei sozinho.
A linguagem do cinema chegou tarde à minha vida: aos 14 anos assistindo "Inimigo Meu", um sucesso de ficção científica escolhido pelo meu irmão mais velho, protagonizado, se bem me lembro, por Dennis Quaid. Assustei-me um pouco, pois nunca havia visto uma tela tão grande, numa sala tão grande (mais de 1.000 lugares), com um teto tão alto e um volume de som ensurdecedor para os meus padrões daquela época (estávamos no antigo Cine Marabá, hoje totalmente reformado e dividido em 5 modernas salas).
Meses depois, no calorento janeiro de 1989, numa tarde, após sair do meu trabalho de 4 horas no Banco do Brasil e sem nada para fazer com toda a liberdade que o trabalho recém me concedera, resolvi ir ao cinema. Assim, sem escolhas prévias, entre no Cine Gemini. Não foram necessários mais do que 5 minutos para que eu fosse transportado aos Estados Unidos ali dos anos 1950-1960, para dentro de uma colônia de férias bem familiar. A protagonista era uma moça saindo da adolescência (como eu) e nós dois nos apaixonamos pelo personagem de Patrick Swayze: um dançarino muito desenvolto que arrancava suspiros da platéia.
Havia os outros rapazes no filme. Um deles, muito bonitinho, inclusive, não valia grande coisa: enganava todo mundo com o jeito de estudioso e fora, na verdade, e estava envolvido no grande nó dramático da história -- uma gravidez que redundaria num aborto mal sucedido.
Era janeiro, dali a pouco eu completaria 15 anos e ainda não sabia que era-me possível apaixonar-me por um cara. O mesmo cara que, 20 anos depois, morreria em virtude de um câncer no pâncreas.
A vida e seus meandros.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Aniversário da Igreja: 5 anos
Dentro de algumas horas a Comunidade Cristã Nova Esperança dará início, em São Paulo, às comemorações do seu quinto aniversário. Para nós, que fazemos parte da Igreja, este momento é mais do que simples comemoração: é também um momento de ação de graças a Deus, por nos permitir cumprir, dia a após dia, com o seu mandamento: “Ide Por Todo o Mundo e Pregai o Evangelho a Toda Criatura” (Marcos 16:15).
Eis o nosso convite: estando em São Paulo, participe das atividades de aniversário da igreja nesta semana. Não estando na cidade, esteja conosco em espírito de oração. A todo tempo e onde estiver: interesse-se por nossa igreja e leve-a no coração, pois a igreja é um verdadeiro presente de Deus na vida de muitas e muitas pessoas.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Juíza autoriza permanência de símbolos religiosos em órgãos públicos de SP
SÃO PAULO - A juíza federal Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou, em decisão liminar, que símbolos religiosos (crucifixos, imagens, entre outros) poderão permanecer nos órgãos públicos federais de São Paulo. Ela indeferiu o pedido do Ministério Público Federal para a retirada dos símbolos.
O MPF ingressou com ação civil pública depois de uma representação feita pelo cidadão Daniel Sottomaior Pereira, que teria se sentido ofendido com a presença de um crucifixo num órgão público. O MPF argumentou que a imagem feria os princípios da laicidade do Estado, da liberdade de crença, da isonomia e da impessoabilidade da Administração Pública.
Para Maria Lúcia Ursaia, no entanto, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição anti-religiosa ou anti-clerical.
"O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos".
A juíza afirmou que, num país como o Brasil, de formação cristã, a presenta de símbolos religiosos é natural e isso não significa "qualquer ofensa à liberdade de crença" e que, para os agnósticos ou que professam crença diferenciada, o símbolo cristão nada representa, "assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos".
Para ela, não ocorreu a alegada ofensa à liberdade religiosa. "A laicidade prevista na Constituição veda à União, Estados, Distrito Federal e Municípios estabelecerem cultos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com elas ou seus representantes relação de dependência ou aliança, previsões que não implicam em vedação à presença de símbolos religiosos em órgão público", explicou.
fonte:
http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/20/juiza-autoriza-permanencia-de-simbolos-religiosos-em-orgaos-publicos-de-sp-757491141.asp
